Gatilhos

Todo fluxo começa por um gatilho — o nó que define quando ele roda e que produz os primeiros items. Escolha o gatilho conforme o que dá a partida: uma pessoa clicando, um horário, um chamado de outro sistema ou um dado que apareceu.

Disparo manual

Inicia o fluxo sob demanda: pelo botão Executar agora da lista de fluxos, por Executar fluxo no editor ou por chamada de API. Ideal para rotinas que você dispara quando quer, e para montar e testar um fluxo novo.

O que você mandar no disparo vira o primeiro item. Se enviar uma lista no campo items, cada elemento dela vira um item — vale também para o Webhook, a Ferramenta MCP e o Evento LBHM.

Agendamento

Dispara na hora que você marcar. São duas escolhas independentes: quando começa e como se repete.

Hora da execução (1ª execução) O que faz
Agora Dispara assim que você ativa o fluxo
Executar em Dispara na data e hora que você informar
Sob demanda Não dispara sozinho — só manualmente, por webhook ou pela ferramenta MCP
Repetir a execução O que faz
Não repetir Roda uma vez só
A cada A cada N minutos, horas, dias ou semanas
Toda semana, no(s) dia(s) Nos dias da semana que você marcar, no horário escolhido
Todo mês, no dia No dia do mês que você informar, no horário escolhido

O fluxo precisa estar ativo para o agendamento valer. Na repetição semanal, marque ao menos um dia; em "Executar em", informe a data e a hora — sem isso o fluxo fica sem próximo disparo até você completar.

Os gatilhos TOTVS RM (polling), Data Lake (linhas novas) e Dimep — Novas marcações usam este mesmo controle de agendamento.

Webhook

Inicia o fluxo quando recebe um chamado externo (uma requisição HTTP) num endereço próprio. Gere um token único no campo do nó e o editor monta o endereço completo, no formato https://<sua-instância>/webhook/<token>. Serve para integrar outro sistema: quando algo acontece lá, ele avisa o NEXUS Flow e o fluxo roda.

O corpo recebido vira o item inicial. Se o corpo não for JSON, ele chega no campo body; se não houver corpo, valem os parâmetros da URL.

O fluxo precisa estar ativo — com ele desligado, a chamada é recusada. A resposta sai na hora, com o número da execução: o fluxo roda em seguida, então quem chamou não recebe o resultado dele.

Se o sistema de origem puder repetir a mesma chamada, envie o cabeçalho Idempotency-Key com um identificador seu. Dentro de 24 horas, uma repetição com a mesma chave devolve a execução original em vez de rodar de novo:

POST /webhook/<token>
Content-Type: application/json
Idempotency-Key: pedido-98213

{ "pedido": 98213 }

Ferramenta MCP

Publica o fluxo como uma ferramenta que um assistente de IA pode chamar. Use quando quiser que alguém peça a automação em linguagem natural, em vez de abrir o editor.

Campo Para que serve
Nome da ferramenta Como o assistente chama o fluxo. Letras, números, _ e -, até 64 caracteres, e único entre os fluxos da sua instância
Descrição (para o agente) Explique o que a ferramenta faz e quando usá-la — é o que o assistente lê para decidir
Parâmetros Os argumentos que o assistente informa. Cada um tem um nome e uma descrição, e chega ao fluxo como um campo do item

O fluxo precisa estar ativo para a ferramenta aparecer e ser chamada. O assistente recebe a saída dos nós finais do fluxo. Se a execução demorar mais que o tempo de espera, ele recebe o número da execução e busca o resultado depois, pela ferramenta nexusflow_resultado.

Para conectar o assistente, aponte-o para o endereço /mcp da sua instância, com o token dedicado às ferramentas. Fale com a LBHM para obtê-lo.

TOTVS RM (polling)

Executa uma consulta no seu RM no intervalo configurado e emite cada linha do resultado como um item. Você informa a credencial do RM, o código da sentença, a coligada, o sistema e os parâmetros.

Este gatilho não lembra o que já leu: a cada disparo ele roda a sentença inteira de novo e reemite todas as linhas devolvidas. Se a sentença trouxer sempre o mesmo conjunto, os mesmos registros são processados a cada rodada — em duplicidade.

A saída é escrever a sentença de forma que ela devolva só o que ainda falta e fazer o fluxo marcar o registro no fim:

SELECT ID, VALOR
  FROM MEUS_REGISTROS
 WHERE PROCESSADO = 0

ou, quando houver data de alteração, filtre por ela (WHERE DATAALTERACAO > :ULTIMA_N) e mantenha a marca atualizada. Deixe também o destino preparado para receber o mesmo registro duas vezes (atualizar em vez de duplicar).

Para varrer resultados grandes, ligue Paginar resultados e informe os parâmetros de página e de limite da sua sentença, o tamanho da página e a página inicial.

Data Lake (linhas novas)

Verifica um dataset do Data Lake no intervalo configurado e dispara apenas com as linhas que apareceram desde a última execução bem-sucedida — ele lembra onde parou. É a forma de um fluxo consumir o que outro fluxo gravou, cada um no seu ritmo.

Informe o Dataset e, se quiser, o Máx. de linhas por disparo.

Quando uma execução falha, ele não avança a marca de leitura: as mesmas linhas voltam na rodada seguinte, para você corrigir e reprocessar. Por isso, deixe o fluxo preparado para receber a mesma linha duas vezes — por exemplo, gravando com upsert por chave em vez de acrescentar.

Dimep — Novas marcações

Consulta as marcações de acesso do Dimep no intervalo configurado (padrão a cada 5 minutos) e emite só as novas desde a última execução bem-sucedida, uma marcação por item, na ordem em que aconteceram. Usa uma credencial do Dimep; deixe Catraca (Pointer) em branco para acompanhar todas, e use Máx. de marcações por disparo para limitar o volume de cada rodada (padrão 500).

Na primeira execução ele não traz histórico: fixa o ponto de partida no momento atual e passa a emitir o que vier daí em diante. Como no Data Lake, uma execução que falha não avança a marca — as mesmas marcações voltam na rodada seguinte, então deixe o que vem depois preparado para receber a mesma marcação duas vezes (gravando com uma chave que a identifique, em vez de somar cegamente). Veja os demais nós em Dimep.

Erro (Error Trigger)

Dispara quando qualquer outro fluxo falha, recebendo as informações do erro como item — qual fluxo, qual execução e a mensagem. Serve para centralizar o tratamento de falhas: avisar por e-mail ou abrir uma tarefa sempre que algo der errado em qualquer automação.

Evento LBHM

Dispara quando algo acontece em outro sistema da suíte LBHM. Escolha a Aplicação, a Entidade e o Evento que interessam; deixe qualquer nível em branco para aceitar tudo daquele nível. O fluxo roda com os dados do acontecimento como item, mais um campo __evento com a origem.

Hoje a suíte publica o evento Tasks → Tarefa → Criada. A lista de opções cresce conforme os sistemas passam a publicar novos eventos.

Diferente do Webhook, aqui o sistema de origem não precisa conhecer o seu fluxo: quem decide o que escutar é o próprio fluxo. Vários fluxos podem escutar o mesmo evento — cada um roda a sua execução. O fluxo precisa estar ativo para ser disparado.


Depois do gatilho, os nós de dados e lógica e os nós de ação fazem o trabalho.